Os Guerreiros Se Preparam
Sobre os autores
Nascido em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 17 de setembro de 1903, Paulo Leivas Macalão é a figura mais presente na Harpa Cristã: 188 hinos traduzidos e 56 de autoria própria — 244 ao todo, cerca de 46,5% das letras do hinário.
Seu trabalho nasceu de um problema prático. O missionário sueco Samuel Nyström traduzia a hinódia escandinava de forma literal, sem domínio pleno do português, e os versos resultantes não encaixavam nas melodias. Coube a Macalão adaptar os textos, reorganizar compassos e, em vários casos, recriar a melodia — o que o tornou o principal elaborador do hinário.
Em paralelo, teve 52 anos de ministério pastoral: fundou e presidiu o Ministério de Madureira, ergueu o primeiro templo da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro (Bangu, 1933) e inaugurou a catedral de Madureira em 1º de maio de 1953. Morreu em 26 de agosto de 1982, aos 79 anos.
Charles Austin Miles nasceu em Lakehurst, Nova Jersey, em 7 de janeiro de 1868, e morreu em 10 de março de 1946, na Filadélfia. Estudou no Philadelphia College of Pharmacy e na Universidade da Pensilvânia, e trabalhou como farmacêutico até 1892, quando sua primeira canção evangélica, List! 'Tis Jesus' Voice, foi publicada pela editora Hall-Mack — onde ele viria a ser editor e gerente pelos 37 anos seguintes.
Escreveu ao menos 398 canções. A mais conhecida, In the Garden (1912), construída sobre a cena de Maria Madalena no jardim da ressurreição, está em 210 hinários. Dizia ele: "é como escritor de canções evangélicas que me orgulho de ser conhecido, pois assim posso ser mais útil ao meu Mestre".
O hino
É Jesus, o Capitão, que avante os levará.
A mílicia dos remidos marcha impoluta;
Certa que vitória alcançará!
Não os vês com que valor combatem contra o mal?
Podes tu ficar dormindo, mesmo vacilante,
Quando atacam outros a Belial?
Para vires pelejar ao lado do Senhor;
Entra na batalha onde mais o fogo inflama,
E peleja contra o vil tentador!
Mas são poucos os soldados para batalhar;
Ó vem libertar as pobres almas oprimidas
De quem furioso, as quer tragar!