O Pastor e as Ovelhas
Sobre os autores
Nasceu em 27 de fevereiro de 1838, em Duncannon, Pensilvânia, e morreu em 20 de setembro de 1921, em Germantown, na mesma região. Foi um dos compositores mais prolíficos da música evangélica norte-americana do século XIX.
Na Harpa Cristã é o autor original mais frequente entre os estrangeiros, com 23 hinos — entre eles a melodia de Marchai, Soldados de Cristo (hino 9), derivada de Like an Army We Are Marching.
Nascido em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 17 de setembro de 1903, Paulo Leivas Macalão é a figura mais presente na Harpa Cristã: 188 hinos traduzidos e 56 de autoria própria — 244 ao todo, cerca de 46,5% das letras do hinário.
Seu trabalho nasceu de um problema prático. O missionário sueco Samuel Nyström traduzia a hinódia escandinava de forma literal, sem domínio pleno do português, e os versos resultantes não encaixavam nas melodias. Coube a Macalão adaptar os textos, reorganizar compassos e, em vários casos, recriar a melodia — o que o tornou o principal elaborador do hinário.
Em paralelo, teve 52 anos de ministério pastoral: fundou e presidiu o Ministério de Madureira, ergueu o primeiro templo da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro (Bangu, 1933) e inaugurou a catedral de Madureira em 1º de maio de 1953. Morreu em 26 de agosto de 1982, aos 79 anos.
O hino
Com um amor paternal,
Ama o Pastor seu rebanho,
Com um amor sem igual;
Ama o Pastor inda outras,
Que desgarradas estão,
E comovido as procura,
Por onde quer qu'elas vão.
Vêem-se a sofrer penas mil,
Ele ao achá-las, nos ombros
Leva-as ditoso, ao redil.
Com inefável amor,
Aos que, às vezes, perdidos,
Gemendo se ouvem de dor.
Vede o Pastor comovido
Pelas colinas vagar,
E os cordeiros nos ombros,
Vede-O, levando ao lugar.
Vêem-se a sofrer penas mil,
Ele ao achá-las, nos ombros
Leva-as ditoso, ao redil.
Que no redil abrigou;
Ama a que, desgarrada.
No campo se desviou;
“Ó minha ovelha perdida!”
Clama o dolente Pastor;
Quem irá em sua ajuda,
Para salvá-la, Senhor?
Vêem-se a sofrer penas mil,
Ele ao achá-las, nos ombros
Leva-as ditoso, ao redil.
Mui quietas tuas águas são;
Eis-nos aqui. ó bom Mestre,
Dá-nos veraz direção,
Faz-nos obreiros zelosos,
Enche-nos de santo amor,
Pelas ovelhas perdidas
Do Teu redil, bom Senhor.
Vêem-se a sofrer penas mil,
Ele ao achá-las, nos ombros
Leva-as ditoso, ao redil.