A Cristo Coroai
Sobre os autores
Nasceu em Lisboa, em 7 de dezembro de 1849, filho de pais ingleses evangélicos, e naturalizou-se cidadão inglês. Morreu no Porto, em 23 de janeiro de 1931.
Dedicou a vida à evangelização e, sobretudo, ao hino: escreveu 151 hinos e 42 corinhos próprios e traduziu muitos outros para o português, somando cerca de 200 peças. Sua marca sobre a hinódia evangélica brasileira atravessa denominações — na 5ª edição de Salmos e Hinos com música (1975) constam 76 hinos seus.
Fez sua primeira viagem evangelística ao Brasil em 1881 e voltou em 1890–91, para uma estada de cerca de um ano. Na Harpa Cristã assina a versão brasileira de 51 hinos, o segundo maior número do hinário.
Matthew Bridges (1800–1894) foi criado na Igreja da Inglaterra e converteu-se ao catolicismo por volta de 1846, passando a publicar hinos para católicos.
Em 1851 publicou Crown Him with Many Crowns na segunda edição de Hymns of the Heart, com epígrafe tirada de Apocalipse 19:12. Na Harpa Cristã é o hino 41, A Cristo Coroai.
História
Matthew Bridges (1800–1894) publicou o hino em 1851, na segunda edição de seu Hymns of the Heart. O texto trazia como epígrafe o versículo em latim "In capite ejus, diademata multa" — Apocalipse 19:12, "na sua cabeça havia muitos diademas". Vinte e três anos depois, com a aprovação de Bridges, Godfrey Thring acrescentou estrofes novas.
A melodia, escrita especialmente para estes versos por Sir George Job Elvey, chama-se Diademata — a palavra grega para "coroas".
Bridges foi criado na Igreja da Inglaterra e converteu-se ao catolicismo por volta de 1846, passando a publicar hinos para católicos.
O hino
E Deus, o Santo Deus e Pai, aos homens revelou.
Eis Sua compaixão! Eis Sua mansidão!
Quem vê a Cristo, vê ao Pai; sim, vê Seu coração.
O Filho do eterno Deus, do mundo, o Salvador, Jesus Emanuel,
o grande Redentor!
Em busca dos perdidos, vem o nosso bom Pastor.
Por nós eterna redenção e para o céu voltou!
Ele é o Rei dos reis! O Príncipe da paz!
Jesus, da morte, o vencedor, que a Salvação nos traz.
A quem a multidão dos céus aclama com fervor!
Eis o Cordeiro ali, que sobre o trono está!
Que vive e reina lá por nós, e cedo voltará.