27/06/2026 - Dia 178
total de 4 leituras para este dia
  • Deuteronômio 32

    1 Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca.

    1 Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca.
    2 Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.
    3 Porque apregoarei o nome do SENHOR; engrandecei a nosso Deus.
    4 Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.
    5 Corromperam-se contra ele; não são seus filhos, mas a sua mancha; geração perversa e distorcida é.
    6 Recompensais assim ao SENHOR, povo louco e ignorante? Não é ele teu pai que te adquiriu, te fez e te estabeleceu?
    7 Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai, e ele te informará; aos teus anciãos, e eles te dirão.
    8 Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, estabeleceu os termos dos povos, conforme o número dos filhos de Israel.
    9 Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Jacó é a parte da sua herança.
    10 Achou-o numa terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-o como a menina do seu olho.
    11 Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas,
    12 Assim só o SENHOR o guiou; e não havia com ele deus estranho.
    13 Ele o fez cavalgar sobre as alturas da terra, e comer os frutos do campo, e o fez chupar mel da rocha e azeite da dura pederneira.
    14 Manteiga de vacas, e leite de ovelhas, com a gordura dos cordeiros e dos carneiros que pastam em Basã, e dos bodes, com o mais escolhido trigo; e bebeste o sangue das uvas, o vinho puro.
    15 E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação.
    16 Com deuses estranhos o provocaram a zelos; com abominações o irritaram.
    17 Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram, novos deuses que vieram há pouco, aos quais não temeram vossos pais.
    18 Esqueceste-te da Rocha que te gerou; e em esquecimento puseste o Deus que te formou;
    19 O que vendo o SENHOR, os desprezou, por ter sido provocado à ira contra seus filhos e suas filhas;
    20 E disse: Esconderei o meu rosto deles, verei qual será o seu fim; porque são geração perversa, filhos em quem não há lealdade.
    21 A zelos me provocaram com aquilo que não é Deus; com as suas vaidades me provocaram à ira: portanto eu os provocarei a zelos com o que não é povo; com nação louca os despertarei à ira.
    22 Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arderá até ao mais profundo do inferno, e consumirá a terra com a sua colheita, e abrasará os fundamentos dos montes.
    23 Males amontoarei sobre eles; as minhas setas esgotarei contra eles.
    24 Consumidos serão de fome, comidos pela febre ardente e de peste amarga; e contra eles enviarei dentes de feras, com ardente veneno de serpentes do pó.
    25 Por fora devastará a espada, e por dentro o pavor; ao jovem, juntamente com a virgem, assim à criança de peito como ao homem encanecido.
    26 Eu disse: Por todos os cantos os espalharei; farei cessar a sua memória dentre os homens,
    27 Se eu não receasse a ira do inimigo, para que os seus adversários não se iludam, e para que não digam: A nossa mão está exaltada; o SENHOR não fez tudo isto.
    28 Porque são gente falta de conselhos, e neles não há entendimento.
    29 Quem dera eles fossem sábios! Que isto entendessem, e atentassem para o seu fim!
    30 Como poderia ser que um só perseguisse mil, e dois fizessem fugir dez mil, se a sua Rocha os não vendera, e o SENHOR os não entregara?
    31 Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disto.
    32 Porque a sua vinha é a vinha de Sodoma e dos campos de Gomorra; as suas uvas são uvas venenosas, cachos amargos têm.
    33 O seu vinho é ardente veneno de serpentes, e peçonha cruel de víboras.
    34 Não está isto guardado comigo? Selado nos meus tesouros?
    35 Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar.
    36 Porque o SENHOR fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado.
    37 Então dirá: Onde estão os seus deuses? A rocha em quem confiavam,
    38 De cujos sacrifícios comiam a gordura, e de cujas libações bebiam o vinho? Levantem-se, e vos ajudem, para que haja para vós esconderijo.
    39 Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão.
    40 Porque levantarei a minha mão aos céus, e direi: Eu vivo para sempre.
    41 Se eu afiar a minha espada reluzente, e se a minha mão travar o juízo, retribuirei a vingança sobre os meus adversários, e recompensarei aos que me odeiam.
    42 Embriagarei as minhas setas de sangue, e a minha espada comerá carne; do sangue dos mortos e dos prisioneiros, desde a cabeça, haverá vinganças do inimigo.
    43 Jubilai, ó nações, o seu povo, porque ele vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários retribuirá a vingança, e terá misericórdia da sua terra e do seu povo.
    44 E veio Moisés, e falou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele e Josué, filho de Num.
    45 E, acabando Moisés de falar todas estas palavras a todo o Israel,
    46 Disse-lhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei.
    47 Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir.
    48 Depois falou o SENHOR a Moisés, naquele mesmo dia, dizendo:
    49 Sobe ao monte de Abarim, ao monte Nebo, que está na terra de Moabe, defronte de Jericó, e vê a terra de Canaã, que darei aos filhos de Israel por possessão.
    50 E morre no monte ao qual subirás; e recolhe-te ao teu povo, como Arão teu irmão morreu no monte Hor, e se recolheu ao seu povo.
    51 Porquanto transgredistes contra mim no meio dos filhos de Israel, às águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim; pois não me santificastes no meio dos filhos de Israel.
    52 Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel.

  • Salmos 119 121

    1 Alef. Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR.

    1 Alef. Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do SENHOR.
    2 Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração.
    3 E não praticam iniqüidade, mas andam nos seus caminhos.
    4 Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos.
    5 Quem dera que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus mandamentos.
    6 Então não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos.
    7 Louvar-te-ei com retidão de coração quando tiver aprendido os teus justos juízos.
    8 Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente.
    9 Bet. Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.
    10 Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.
    11 Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.
    12 Bendito és tu, ó SENHOR; ensina-me os teus estatutos.
    13 Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca.
    14 Folguei tanto no caminho dos teus testemunhos, como em todas as riquezas.
    15 Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.
    16 Recrear-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.
    17 Guímel. Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.
    18 Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.
    19 Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
    20 A minha alma está quebrantada de desejar os teus juízos em todo o tempo.
    21 Tu repreendeste asperamente os soberbos que são amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos.
    22 Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos.
    23 Príncipes também se assentaram, e falaram contra mim, mas o teu servo meditou nos teus estatutos.
    24 Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros.
    25 Dálet. A minha alma está pegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.
    26 Eu te contei os meus caminhos, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos.
    27 Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim falarei das tuas maravilhas.
    28 A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.
    29 Desvia de mim o caminho da falsidade, e concede-me piedosamente a tua lei.
    30 Escolhi o caminho da verdade; propus-me seguir os teus juízos.
    31 Apego-me aos teus testemunhos; ó SENHOR, não me confundas.
    32 Correrei pelo caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração.
    33 He. Ensina-me, ó SENHOR, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim.
    34 Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo o meu coração.
    35 Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer.
    36 Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.
    37 Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
    38 Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.
    39 Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os teus juízos são bons.
    40 Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça.
    41 Vav. Venham sobre mim também as tuas misericórdias, ó SENHOR, e a tua salvação segundo a tua palavra.
    42 Assim terei que responder ao que me afronta, pois confio na tua palavra.
    43 E não tires totalmente a palavra de verdade da minha boca, pois tenho esperado nos teus juízos.
    44 Assim observarei de continuo a tua lei para sempre e eternamente.
    45 E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.
    46 Também falarei dos teus testemunhos perante os reis, e não me envergonharei.
    47 E recrear-me-ei em teus mandamentos, que tenho amado.
    48 Também levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amei, e meditarei nos teus estatutos.
    49 Záin. Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.
    50 Isto é a minha consolação na minha aflição, porque a tua palavra me vivificou.
    51 Os soberbos zombaram grandemente de mim; contudo não me desviei da tua lei.
    52 Lembrei-me dos teus juízos antiqüíssimos, ó SENHOR, e assim me consolei.
    53 Grande indignação se apoderou de mim por causa dos ímpios que abandonam a tua lei.
    54 Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação.
    55 Lembrei-me do teu nome, ó SENHOR, de noite, e observei a tua lei.
    56 Isto fiz eu, porque guardei os teus mandamentos.
    57 Het. O SENHOR é a minha porção; eu disse que observaria as tuas palavras.
    58 Roguei deveras o teu favor com todo o meu coração; tem piedade de mim, segundo a tua palavra.
    59 Considerei os meus caminhos, e voltei os meus pés para os teus testemunhos.
    60 Apressei-me, e não me detive, a observar os teus mandamentos.
    61 Bandos de ímpios me despojaram, mas eu não me esqueci da tua lei.
    62 Å meia noite me levantarei para te louvar, pelos teus justos juízos.
    63 Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos.
    64 A terra, ó SENHOR, está cheia da tua benignidade; ensina-me os teus estatutos.
    65 Tet. Fizeste bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra.
    66 Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos.
    67 Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra.
    68 Tu és bom e fazes bem; ensina-me os teus estatutos.
    69 Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu com todo o meu coração guardarei os teus preceitos.
    70 Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me recreio na tua lei.
    71 Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.
    72 Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares de ouro ou prata.
    73 Iód. As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me inteligência para entender os teus mandamentos.
    74 Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra.
    75 Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos são justos, e que segundo a tua fidelidade me afligiste.
    76 Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo.
    77 Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia.
    78 Confundam-se os soberbos, pois me trataram duma maneira perversa, sem causa; mas eu meditarei nos teus preceitos.
    79 Voltem-se para mim os que te temem, e aqueles que têm conhecido os teus testemunhos.
    80 Seja reto o meu coração nos teus estatutos, para que não seja confundido.
    81 Cáf. Desfalece a minha alma pela tua salvação, mas espero na tua palavra.
    82 Os meus olhos desfalecem pela tua palavra; entrementes dizia: Quando me consolarás tu?
    83 Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos.
    84 Quantos serão os dias do teu servo? Quando me farás justiça contra os que me perseguem?
    85 Os soberbos me cavaram covas, o que não é conforme a tua lei.
    86 Todos os teus mandamentos são verdade. Com mentiras me perseguem; ajuda-me.
    87 Quase que me têm consumido sobre a terra, mas eu não deixei os teus preceitos.
    88 Vivifica-me segundo a tua benignidade; assim guardarei o testemunho da tua boca.
    89 Lámed. Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu.
    90 A tua fidelidade dura de geração em geração; tu firmaste a terra, e ela permanece firme.
    91 Eles continuam até ao dia de hoje, segundo as tuas ordenações; porque todos são teus servos.
    92 Se a tua lei não fora toda a minha recreação, há muito que pereceria na minha aflição.
    93 Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por eles me tens vivificado.
    94 Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos.
    95 Os ímpios me esperam para me destruírem, mas eu considerarei os teus testemunhos.
    96 Tenho visto fim a toda a perfeição, mas o teu mandamento é amplíssimo.
    97 Mem. Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.
    98 Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo.
    99 Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.
    100 Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.
    101 Desviei os meus pés de todo caminho mau, para guardar a tua palavra.
    102 Não me apartei dos teus juízos, pois tu me ensinaste.
    103 Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca.
    104 Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho.
    105 Nun. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.
    106 Jurei, e o cumprirei, que guardarei os teus justos juízos.
    107 Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua palavra.
    108 Aceita, eu te rogo, as oferendas voluntárias da minha boca, ó SENHOR; ensina-me os teus juízos.
    109 A minha alma está de contínuo nas minhas mãos; todavia não me esqueço da tua lei.
    110 Os ímpios me armaram laço; contudo não me desviei dos teus preceitos.
    111 Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração.
    112 Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.
    113 Sámech. Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua lei.
    114 Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra.
    115 Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus.
    116 Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, e não me deixes envergonhado da minha esperança.
    117 Sustenta-me, e serei salvo, e de contínuo terei respeito aos teus estatutos.
    118 Tu tens pisado aos pés todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano deles é falsidade.
    119 Tu tiraste da terra todos os ímpios, como a escória, por isso amo os teus testemunhos.
    120 O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos.
    121 Aín. Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores.
    122 Fica por fiador do teu servo para o bem; não deixes que os soberbos me oprimam.
    123 Os meus olhos desfaleceram pela tua salvação e pela promessa da tua justiça.
    124 Usa com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.
    125 Sou teu servo; dá-me inteligência, para entender os teus testemunhos.
    126 Já é tempo de operares, ó SENHOR, pois eles têm quebrantado a tua lei.
    127 Por isso amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino.
    128 Por isso estimo todos os teus preceitos acerca de tudo, como retos, e odeio toda falsa vereda.
    129 Pe. Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda.
    130 A entrada das tuas palavras dá luz, dá entendimento aos símplices.
    131 Abri a minha boca, e respirei, pois que desejei os teus mandamentos.
    132 Olha para mim, e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome.
    133 Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniqüidade alguma.
    134 Livra-me da opressão do homem; assim guardarei os teus preceitos.
    135 Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo, e ensina-me os teus estatutos.
    136 Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei.
    137 Tsádi. Justo és, ó SENHOR, e retos são os teus juízos.
    138 Os teus testemunhos que ordenaste são retos e muito fiéis.
    139 O meu zelo me consumiu, porque os meus inimigos se esqueceram da tua palavra.
    140 A tua palavra é muito pura; portanto, o teu servo a ama.
    141 Pequeno sou e desprezado, porém não me esqueço dos teus mandamentos.
    142 A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade.
    143 Aflição e angústia se apoderam de mim; contudo os teus mandamentos são o meu prazer.
    144 A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei.
    145 Cof. Clamei de todo o meu coração; escuta-me, SENHOR, e guardarei os teus estatutos.
    146 A ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos.
    147 Antecipei o cair da noite, e clamei; esperei na tua palavra.
    148 Os meus olhos anteciparam as vigílias da noite, para meditar na tua palavra.
    149 Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó SENHOR, segundo o teu juízo.
    150 Aproximam-se os que se dão a maus tratos; afastam-se da tua lei.
    151 Tu estás perto, ó SENHOR, e todos os teus mandamentos são a verdade.
    152 Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre.
    153 Reish. Olha para a minha aflição, e livra-me, pois não me esqueci da tua lei.
    154 Pleiteia a minha causa, e livra-me; vivifica-me segundo a tua palavra.
    155 A salvação está longe dos ímpios, pois não buscam os teus estatutos.
    156 Muitas são, ó SENHOR, as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos.
    157 Muitos são os meus perseguidores e os meus inimigos; mas não me desvio dos teus testemunhos.
    158 Vi os transgressores, e me afligi, porque não observam a tua palavra.
    159 Considera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó SENHOR, segundo a tua benignidade.
    160 A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.
    161 Shin. Príncipes me perseguiram sem causa, mas o meu coração temeu a tua palavra.
    162 Folgo com a tua palavra, como aquele que acha um grande despojo.
    163 Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua lei.
    164 Sete vezes no dia te louvo pelos juízos da tua justiça.
    165 Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.
    166 SENHOR, tenho esperado na tua salvação, e tenho cumprido os teus mandamentos.
    167 A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os excessivamente.
    168 Tenho observado os teus preceitos, e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti.
    169 Tav. Chegue a ti o meu clamor, ó SENHOR; dá-me entendimento conforme a tua palavra.
    170 Chegue a minha súplica perante a tua face; livra-me segundo a tua palavra.
    171 Os meus lábios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos.
    172 A minha língua falará da tua palavra, pois todos os teus mandamentos são justiça.
    173 Venha a tua mão socorrer-me, pois escolhi os teus preceitos.
    174 Tenho desejado a tua salvação, ó SENHOR; a tua lei é todo o meu prazer.
    175 Viva a minha alma, e louvar-te-á; ajudem-me os teus juízos.
    176 Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.

  • Isaías 59

    1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.

    1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.
    2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.
    3 Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam falsidade, a vossa língua pronuncia perversidade.
    4 Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade.
    5 Chocam ovos de basilisco, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e, quebrando-os, sairá uma víbora.
    6 As suas teias não prestam para vestes nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniqüidade, e obra de violência há nas suas mãos.
    7 Os seus pés correm para o mal, e se apressam para derramarem o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; destruição e quebrantamento há nas suas estradas.
    8 Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; todo aquele que anda por elas não tem conhecimento da paz.
    9 Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.
    10 Apalpamos as paredes como cegos, e como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e nos lugares escuros como mortos.
    11 Todos nós bramamos como ursos, e continuamente gememos como pombas; esperamos pelo juízo, e não o há; pela salvação, e está longe de nós.
    12 Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniqüidades;
    13 Como o prevaricar, e mentir contra o SENHOR, e o desviarmo-nos do nosso Deus, o falar de opressão e rebelião, o conceber e proferir do coração palavras de falsidade.
    14 Por isso o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar.
    15 Sim, a verdade desfalece, e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado; e o SENHOR viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça.
    16 E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.
    17 Pois vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pós o capacete da salvação na sua cabeça, e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto.
    18 Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição, furor aos seus adversários, e recompensa aos seus inimigos; às ilhas dará ele a sua recompensa.
    19 Então temerão o nome do SENHOR desde o poente, e a sua glória desde o nascente do sol; vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira.
    20 E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se converterem da transgressão, diz o SENHOR.
    21 Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o SENHOR, desde agora e para todo o sempre.

  • Mateus 7

    1 Não julgueis, para que não sejais julgados.

    Mateus 7

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    1 Não julgueis, para que não sejais julgados.
    2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
    3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
    4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
    5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
    6 Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.
    7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.
    8 Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.
    9 E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?
    10 E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?
    11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?
    12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
    13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
    14 E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
    15 Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.
    16 Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
    17 Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
    18 Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
    19 Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
    20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
    21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
    22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
    23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
    24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
    25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
    26 E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
    27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.
    28 E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina;
    29 Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.