06/07/2026 — Dia 187
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Provérbios 7-9
1Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.
7
1Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos.
2Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
3Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
4Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta,
5Para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras.
6Porque da janela da minha casa, olhando eu por minhas frestas,
7Vi entre os simples, descobri entre os moços, um moço falto de juízo,
8Que passava pela rua junto à sua esquina, e seguia o caminho da sua casa;
9No crepúsculo, à tarde do dia, na tenebrosa noite e na escuridão.
10E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro com enfeites de prostituta, e astúcia de coração.
11Estava alvoroçada e irriquieta; não paravam em sua casa os seus pés.
12Foi para fora, depois pelas ruas, e ia espreitando por todos os cantos;
13E chegou-se para ele e o beijou. Com face impudente lhe disse:
14Sacrifícios pacíficos tenho comigo; hoje paguei os meus votos.
15Por isto saí ao teu encontro a buscar diligentemente a tua face, e te achei.
16Já cobri a minha cama com cobertas de tapeçaria, com obras lavradas, com linho fino do Egito.
17Já perfumei o meu leito com mirra, aloés e canela.
18Vem, saciemo-nos de amores até à manhã; alegremo-nos com amores.
19Porque o marido não está em casa; foi fazer uma longa viagem;
20Levou na sua mão um saquitel de dinheiro; voltará para casa só no dia marcado.
21Assim, o seduziu com palavras muito suaves e o persuadiu com as lisonjas dos seus lábios.
22E ele logo a segue, como o boi que vai para o matadouro, e como vai o insensato para o castigo das prisões;
23Até que a flecha lhe atravesse o fígado; ou como a ave que se apressa para o laço, e não sabe que está armado contra a sua vida.
24Agora pois, filhos, dai-me ouvidos, e estai atentos às palavras da minha boca.
25Não se desvie para os caminhos dela o teu coração, e não te deixes perder nas suas veredas.
26Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos.
27A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte.
8
1Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz?
2No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas se posta.
3Do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas está gritando:
4A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
5Entendei, ó simples, a prudência; e vós, insensatos, entendei de coração.
6Ouvi, porque falarei coisas excelentes; os meus lábios se abrirão para a eqüidade.
7Porque a minha boca proferirá a verdade, e os meus lábios abominam a impiedade.
8São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida.
9Todas elas são retas para aquele que as entende bem, e justas para os que acham o conhecimento.
10Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.
11Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.
12Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.
13O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.
14Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.
15Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça.
16Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.
17Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.
18Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.
19Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.
20Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
21Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.
22O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
23Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
24Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
25Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
26Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
27Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
28Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
29Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
30Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
31Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
32Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
33Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
34Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
35Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR.
36Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.
9
1A sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas.
2Já abateu os seus animais e misturou o seu vinho, e já preparou a sua mesa.
3Já ordenou às suas criadas, e está convidando desde as alturas da cidade, dizendo:
4Quem é simples, volte-se para cá. Aos faltos de senso diz:
5Vinde, comei do meu pão, e bebei do vinho que tenho misturado.
6Deixai os insensatos e vivei; e andai pelo caminho do entendimento.
7O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e o que censura o ímpio recebe a sua mancha.
8Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará.
9Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina.
10O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.
11Porque por meu intermédio se multiplicam os teus dias, e anos de vida se te aumentarão.
12Se fores sábio, para ti serás sábio; e, se fores escarnecedor, só tu o suportarás.
13A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe.
14Assenta-se à porta da sua casa numa cadeira, nas alturas da cidade,
15E põe-se a chamar aos que vão pelo caminho, e que passam reto pelas veredas, dizendo:
16Quem é simples, volte-se para cá. E aos faltos de entendimento ela diz:
17As águas roubadas são doces, e o pão tomado às escondidas é agradável.
18Mas não sabem que ali estão os mortos; os seus convidados estão nas profundezas do inferno.