Planos de leitura
Plano · Dia 252
Plano M'Cheyne
2Sm 3, 1Co 14, Ez 12, Jo 13
2Sm 3
3
1E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi ia se fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo.
2E a Davi nasceram filhos em Hebrom; e foi o seu primogênito Amnom, de Ainoã a jizreelita;
3E seu segundo, Quileabe, de Abigail, mulher de Nabal, o carmelita; e o terceiro Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur;
4E o quarto, Adonias, filho de Hagite; e o quinto, Sefatias, filho de Abital;
5E o sexto, Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.
6E, havendo guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi, sucedeu que Abner se fez poderoso na casa de Saul.
7E tinha tido Saul uma concubina, cujo nome era Rispa, filha de Aiá; e disse Is-Bosete a Abner: Por que possuíste a concubina de meu pai?
8Então se irou muito Abner pelas palavras de Is-Bosete, e disse: Sou eu cabeça de cão, que pertença a Judá? Ainda hoje faço beneficência à casa de Saul, teu pai, a seus irmãos, e a seus amigos, e não te entreguei nas mãos de Davi, e tu hoje buscas motivo para me argüires por causa da maldade de uma mulher.
9Assim faça Deus a Abner, e outro tanto, se, como o SENHOR jurou a Davi, assim eu não lhe fizer,
10Transferindo o reino da casa de Saul, e confirmando o trono de Davi sobre Israel, e sobre Judá, desde Dã até Berseba.
11E nenhuma palavra podia ele responder a Abner, porque o temia.
12Então enviou Abner da sua parte mensageiros a Davi, dizendo: De quem é a terra? E disse mais: Comigo faze o teu acordo, e eis que a minha mão será contigo, para tornar a ti todo o Israel.
13E disse Davi: Bem, eu farei contigo acordo, porém uma coisa te peço: não verás a minha face, se primeiro não me trouxeres a Mical, filha de Saul, quando vieres ver a minha face.
14Também enviou Davi mensageiros a Is-Bosete, filho de Saul, dizendo: Dá-me minha mulher Mical, que eu desposei por cem prepúcios de filisteus.
15E enviou Is-Bosete, e tirou-a de seu marido, a Paltiel, filho de Laís.
16E ia com ela seu marido, caminhando, e chorando atrás dela, até Baurim. Então lhe disse Abner: Vai-te, agora volta. E ele voltou.
17E falou Abner com os anciãos de Israel, dizendo: Já há muito tempo que procuráveis que Davi reinasse sobre vós.
18Fazei-o, pois, agora, porque o SENHOR falou a Davi, dizendo: Pela mão de Davi meu servo livrarei o meu povo das mãos dos filisteus e das mãos de todos os seus inimigos.
19E falou também Abner aos de Benjamim; e foi também Abner dizer aos de Davi, em Hebrom, tudo o que era bom aos olhos de Israel e aos olhos de toda a casa de Benjamim.
20E foi Abner a Davi, em Hebrom, e vinte homens com ele; e Davi fez um banquete a Abner e aos homens que com ele estavam.
21Então disse Abner a Davi: Eu me levantarei, e irei, e ajuntarei ao rei meu senhor todo o Israel, para fazer acordo contigo; e tu reinarás sobre tudo o que desejar a tua alma. Assim despediu Davi a Abner, e ele foi em paz.
22E eis que os servos de Davi e Joabe vieram de uma batalha, e traziam consigo grande despojo; e já Abner não estava com Davi em Hebrom, porque o tinha despedido, e se tinha ido em paz.
23Chegando, pois, Joabe, e todo o exército que vinha com ele, deram aviso a Joabe, dizendo: Abner, filho de Ner, veio ao rei, e o despediu, e foi em paz.
24Então Joabe foi ao rei, e disse: Que fizeste? Eis que Abner veio ter contigo; por que pois o despediste, de maneira que se fosse assim livremente?
25Bem conheces a Abner, filho de Ner, que te veio enganar, e saber a tua saída e a tua entrada, e entender tudo quanto fazes.
26E Joabe, retirando-se de Davi, enviou mensageiros atrás de Abner, e o fizeram voltar desde o poço de Sirá, sem que Davi o soubesse.
27Voltando, pois, Abner a Hebrom, Joabe o levou à parte, à entrada da porta, para lhe falar em segredo; e feriu-o ali pela quinta costela, e morreu, por causa do sangue de Asael seu irmão.
28O que Davi depois ouvindo, disse: Inocente sou eu, e o meu reino, para com o SENHOR, para sempre, do sangue de Abner, filho de Ner.
29Caia sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai, e nunca na casa de Joabe falte quem tenha fluxo, ou quem seja leproso, ou quem se atenha a bordão, ou quem caia à espada, ou quem necessite de pão.
30Joabe, pois, e Abisai, seu irmão, mataram a Abner, por ter morto a Asael, seu irmão, na peleja em Gibeão.
31Disse, pois, Davi a Joabe, e a todo o povo que com ele estava: Rasgai as vossas vestes; e cingi-vos de sacos e ide pranteando diante de Abner. E o rei Davi ia seguindo o féretro.
32E, sepultando a Abner em Hebrom, o rei levantou a sua voz, e chorou junto da sepultura de Abner; e chorou todo o povo.
33E o rei, pranteando Abner, disse: Havia de morrer Abner como morre o vilão?
34As tuas mãos não estavam atadas, nem os teus pés carregados de grilhões, mas caíste como os que caem diante dos filhos da maldade! Então todo o povo chorou muito mais por ele.
35Depois todo o povo veio fazer com que Davi comesse pão, sendo ainda dia; porém Davi jurou, dizendo: Assim Deus me faça, e outro tanto, se, antes que o sol se ponha, eu provar pão ou alguma coisa.
36O que todo o povo entendendo, pareceu bem aos seus olhos; assim como tudo quanto o rei fez pareceu bem aos olhos de todo o povo.
37E todo o povo e todo o Israel entenderam naquele mesmo dia que não procedera do rei que matasse a Abner, filho de Ner.
38Então disse o rei aos seus servos: Não sabeis que hoje caiu em Israel um príncipe e um grande?
39Que eu hoje estou fraco, ainda que ungido rei; estes homens, filhos de Zeruia, são mais duros do que eu; o SENHOR pagará ao malfeitor, conforme a sua maldade.
1Co 14
14
1Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
2Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.
3Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.
4O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.
5E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação.
6E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?
7Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara?
8Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?
9Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar.
10Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação.
11Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim.
12Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja.
13Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar.
14Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.
15Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.
16De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?
17Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.
18Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.
19Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.
20Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento.
21Está escrito na lei: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.
22De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis.
23Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?
24Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado.
25Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
26Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
28Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.
29E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
31Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.
32E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
33Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.
34As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei.
35E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja.
36Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?
37Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.
38Mas, se alguém ignora isto, que ignore.
39Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas.
40Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.
Ez 12
12
1E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque eles são casa rebelde.
3Tu, pois, ó filho do homem, prepara mobílias para mudares, e de dia muda aos olhos deles; e do teu lugar mudarás para outro lugar aos olhos deles; bem pode ser que reparem nisso, ainda que eles são casa rebelde.
4Aos olhos deles, pois, tirarás para fora, de dia, as tuas mobílias, como quem vai mudar; então tu sairás de tarde aos olhos deles, como quem sai mudando para o cativeiro.
5Faze para ti, à vista deles, uma abertura na parede, e tira-as para fora, por ali.
6Aos olhos deles, nos seus ombros, às escuras as tirarás, e cobrirás o teu rosto, para que não vejas a terra; porque te dei por sinal à casa de Israel.
7E fiz assim, como se me deu ordem; as minhas mobílias tirei para fora de dia, como mobílias do cativeiro; então à tarde fiz, com a mão, uma abertura na parede; às escuras as tirei para fora, e nos meus ombros as levei, aos olhos deles.
8E, pela manhã, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
9Filho do homem, porventura não te disse a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu?
10Dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Esta carga refere-se ao príncipe em Jerusalém, e a toda a casa de Israel, que está no meio dela.
11Dize: Eu sou o vosso sinal. Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio em cativeiro.
12E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros as mobílias, e às escuras sairá; farão uma abertura na parede para as tirarem por ela; o seu rosto cobrirá, para que com os seus olhos não veja a terra.
13Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado no meu laço; e o levarei à babilônia, à terra dos caldeus, e contudo não a verá, ainda que ali morrerá.
14E a todos os ventos espalharei os que estiverem ao redor dele para seu socorro, e a todas as suas tropas; e desembainharei a espada atrás deles.
15Assim saberão que eu sou o SENHOR, quando eu os dispersar entre as nações e os espalhar pelas terras.
16Mas deles deixarei ficar alguns poucos, escapos da espada, da fome, e da peste, para que contem todas as suas abominações entre as nações para onde forem; e saberão que eu sou o SENHOR.
17Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
18Filho do homem, o teu pão comerás com tremor, e a tua água beberás com estremecimento e com receio.
19E dirás ao povo da terra: Assim diz o Senhor DEUS acerca dos habitantes de Jerusalém, na terra de Israel: O seu pão comerão com receio, e a sua água beberão com susto, pois a sua terra será despojada de sua abundância, por causa da violência de todos os que nela habitam.
20E as cidades habitadas serão devastadas, e a terra se tornará em desolação; e sabereis que eu sou o SENHOR.
21E veio ainda a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
22Filho do homem, que provérbio é este que vós tendes na terra de Israel, dizendo: Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão?
23Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Farei cessar este provérbio, e já não se servirão mais dele em Israel; mas dize-lhes: Os dias estão próximos e o cumprimento de toda a visão.
24Porque não haverá mais alguma visão vã, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel.
25Porque eu, o SENHOR, falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá; não será mais adiada; porque em vossos dias, ó casa rebelde, falarei uma palavra e a cumprirei, diz o Senhor DEUS.
26Veio mais a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
27Filho do homem, eis que os da casa de Israel dizem: A visão que este tem é para muitos dias, e ele profetiza de tempos que estão longe.
28Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Não será mais adiada nenhuma das minhas palavras; e a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor DEUS.
Jo 13
13
1Eis que tudo isto viram os meus olhos, e os meus ouvidos o ouviram e entenderam.
2Como vós o sabeis, também eu o sei; não vos sou inferior.
3Mas eu falarei ao Todo-Poderoso, e quero defender-me perante Deus.
4Vós, porém, sois inventores de mentiras, e vós todos médicos que não valem nada.
5Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.
6Ouvi agora a minha defesa, e escutai os argumentos dos meus lábios.
7Porventura por Deus falareis perversidade e por ele falareis mentiras?
8Fareis acepção da sua pessoa? Contendereis por Deus?
9Ser-vos-ia bom, se ele vos esquadrinhasse? Ou zombareis dele, como se zomba de algum homem?
10Certamente vos repreenderá, se em oculto fizerdes acepção de pessoas.
11Porventura não vos espantará a sua alteza, e não cairá sobre vós o seu terror?
12As vossas memórias são como provérbios de cinza; as vossas defesas como defesas de lodo.
13Calai-vos perante mim, e falarei eu, e venha sobre mim o que vier.
14Por que razão tomarei eu a minha carne com os meus dentes, e porei a minha vida na minha mão?
15Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele.
16Também ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante ele.
17Ouvi com atenção as minhas palavras, e com os vossos ouvidos a minha declaração.
18Eis que já tenho ordenado a minha causa, e sei que serei achado justo.
19Quem é o que contenderá comigo? Se eu agora me calasse, renderia o espírito.
20Duas coisas somente não faças para comigo; então não me esconderei do teu rosto:
21Desvia a tua mão para longe, de mim, e não me espante o teu terror.
22Chama, pois, e eu responderei; ou eu falarei, e tu me responderás.
23Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado.
24Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo?
25Porventura acossarás uma folha arrebatada pelo vento? E perseguirás o restolho seco?
26Por que escreves contra mim coisas amargas e me fazes herdar as culpas da minha mocidade?
27Também pões os meus pés no tronco, e observas todos os meus caminhos, e marcas os sinais dos meus pés.
28E ele me consome como a podridão, e como a roupa, à qual rói a traça.