B Bíblia.teo
Planos de leitura
Plano · Dia 206

Plano do Antigo e Novo Testamento (365 dias)

25/07/2026 · 2 leitura(s)
Jó 1-4, Mt 28
Jó 1-4
1 1Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal. 2E nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente. 4E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. 5Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente. 6E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. 7Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. 8E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal. 9Então respondeu Satanás ao SENHOR, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? 10Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra. 11Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. 12E disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR. 13E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito, 14Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles; 15E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova. 16Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei para trazer-te a nova. 17Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Ordenando os caldeus três tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova. 18Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito, 19Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. 20Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. 21E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. 22Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.
2 1E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o SENHOR. 2Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. 3E disse o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa. 4Então Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. 5Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face! 6E disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida. 7Então saiu Satanás da presença do SENHOR, e feriu a Jó de úlceras malignas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. 8E Jó tomou um caco para se raspar com ele; e estava assentado no meio da cinza. 9Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. 10Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. 11Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem. 12E, levantando de longe os seus olhos, não o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar. 13E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande.
3 1Depois disto abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia. 2E Jó, falando, disse: 3Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! 4Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz. 5Contaminem-no as trevas e a sombra da morte; habitem sobre ele nuvens; a escuridão do dia o espante! 6Quanto àquela noite, dela se apodere a escuridão; e não se regozije ela entre os dias do ano; e não entre no número dos meses! 7Ah! que solitária seja aquela noite, e nela não entre voz de júbilo! 8Amaldiçoem-na aqueles que amaldiçoam o dia, que estão prontos para suscitar o seu pranto. 9Escureçam-se as estrelas do seu crepúsculo; que espere a luz, e não venha; e não veja as pálpebras da alva; 10Porque não fechou as portas do ventre; nem escondeu dos meus olhos a canseira. 11Por que não morri eu desde a madre? E em saindo do ventre, não expirei? 12Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse? 13Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e então haveria repouso para mim. 14Com os reis e conselheiros da terra, que para si edificam casas nos lugares assolados, 15Ou com os príncipes que possuem ouro, que enchem as suas casas de prata, 16Ou como aborto oculto, não existiria; como as crianças que não viram a luz. 17Ali os maus cessam de perturbar; e ali repousam os cansados. 18Ali os presos juntamente repousam, e não ouvem a voz do exator. 19Ali está o pequeno e o grande, e o servo livre de seu senhor. 20Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo? 21Que esperam a morte, e ela não vem; e cavam em procura dela mais do que de tesouros ocultos; 22Que de alegria saltam, e exultam, achando a sepultura? 23Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu? 24Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água. 25Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu. 26Nunca estive tranqüilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação.
4 1Então respondeu Elifaz o temanita, e disse: 2Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderia conter as palavras? 3Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas. 4As tuas palavras firmaram os que tropeçavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido. 5Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas. 6Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos? 7Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos? 8Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo. 9Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira se consomem. 10O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram. 11Perece o leão velho, porque não tem presa; e os filhos da leoa andam dispersos. 12Uma coisa me foi trazida em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. 13Entre pensamentos vindos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo, 14Sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram. 15Então um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne. 16Parou ele, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz que dizia: 17Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador? 18Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura; 19Quanto menos àqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça! 20Desde a manhã até à tarde são despedaçados; e eternamente perecem sem que disso se faça caso. 21Porventura não passa com eles a sua excelência? Morrem, mas sem sabedoria.
Mt 28
28 1E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. 3E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. 4E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos. 5Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. 7Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito. 8E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. 9E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram. 10Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão. 11E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. 12E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, 13Dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. 14E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. 15E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje. 16E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. 17E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. 19Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.