Planos de leitura
Plano · Dia 252
Plano do Antigo e Novo Testamento (365 dias)
Pv 20-22, Jo 8
Pv 20-22
20
1O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio.
2Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua própria alma.
3Honroso é para o homem desviar-se de questões, mas todo tolo é intrometido.
4O preguiçoso não lavrará por causa do inverno, pelo que mendigará na sega, mas nada receberá.
5Como as águas profundas é o conselho no coração do homem; mas o homem de inteligência o trará para fora.
6A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade, porém o homem fidedigno quem o achará?
7O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele.
8Assentando-se o rei no trono do juízo, com os seus olhos dissipa todo o mal.
9Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?
10Dois pesos diferentes e duas espécies de medida são abominação ao SENHOR, tanto um como outro.
11Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.
12O ouvido que ouve, e o olho que vê, o SENHOR os fez a ambos.
13Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão.
14Nada vale, nada vale, dirá o comprador, mas, indo-se, então se gabará.
15Há ouro e abundância de rubis, mas os lábios do conhecimento são jóia preciosa.
16Ficando alguém por fiador de um estranho, tome-se-lhe a roupa; e por penhor àquele que se obriga pela mulher estranha.
17Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho.
18Cada pensamento se confirma com conselho e com bons conselhos se faz a guerra.
19O que anda tagarelando revela o segredo; não te intrometas com o que lisonjeia com os seus lábios.
20O que amaldiçoa seu pai ou sua mãe, apagar-se-á a sua lâmpada em negras trevas.
21A herança que no princípio é adquirida às pressas, no fim não será abençoada.
22Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrará.
23Pesos diferentes são abomináveis ao SENHOR, e balança enganosa não é boa.
24Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, entenderá o homem o seu caminho?
25Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos.
26O rei sábio dispersa os ímpios e faz passar sobre eles a roda.
27O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre.
28Benignidade e verdade guardam ao rei, e com benignidade sustém ele o seu trono.
29A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.
30Os vergões das feridas são a purificação dos maus, como também as pancadas que penetram até o mais íntimo do ventre.
21
1Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.
2Todo caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o SENHOR sonda os corações.
3Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao SENHOR do que sacrifício.
4Os olhos altivos, o coração orgulhoso e a lavoura dos ímpios é pecado.
5Os pensamentos do diligente tendem só para a abundância, porém os de todo apressado, tão-somente para a pobreza.
6Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte.
7As rapinas dos ímpios os destruirão, porquanto se recusam a fazer justiça.
8O caminho do homem é todo perverso e estranho, porém a obra do homem puro é reta.
9É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma mulher briguenta.
10A alma do ímpio deseja o mal; o seu próximo não agrada aos seus olhos.
11Quando o escarnecedor é castigado, o simples torna-se sábio; e o sábio quando é instruído recebe o conhecimento.
12O justo considera com prudência a casa do ímpio; mas Deus destrói os ímpios por causa dos seus males.
13O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido.
14O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação.
15O fazer justiça é alegria para o justo, mas destruição para os que praticam a iniqüidade.
16O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará.
17O que ama os prazeres padecerá necessidade; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.
18O resgate do justo é o ímpio; o do honrado é o perverso.
19É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça.
20Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os esgota.
21O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honra.
22O sábio escala a cidade do poderoso e derruba a força da sua confiança.
23O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.
24O soberbo e presumido, zombador é o seu nome, trata com indignação e soberba.
25O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
26O cobiçoso cobiça o dia todo, mas o justo dá, e nada retém.
27O sacrifício dos ímpios já é abominação; quanto mais oferecendo-o com má intenção!
28A falsa testemunha perecerá, porém o homem que dá ouvidos falará sempre.
29O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto considera o seu caminho.
30Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o SENHOR.
31Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do SENHOR vem a vitória.
22
1Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.
2O rico e o pobre se encontram; a todos o SENHOR os fez.
3O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando.
4O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, honra e vida.
5Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele.
6Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
7O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta.
8O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto.
9O que vê com bons olhos será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.
10Lança fora o escarnecedor, e se irá a contenda; e acabará a questão e a vergonha.
11O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei.
12Os olhos do SENHOR conservam o conhecimento, mas as palavras do iníquo ele transtornará.
13Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas.
14Cova profunda é a boca das mulheres estranhas; aquele contra quem o SENHOR se irar, cairá nela.
15A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.
16O que oprime ao pobre para se engrandecer a si mesmo, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá.
17Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.
18Porque te será agradável se as guardares no teu íntimo, se aplicares todas elas aos teus lábios.
19Para que a tua confiança esteja no SENHOR, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo.
20Porventura não te escrevi excelentes coisas, acerca de todo conselho e conhecimento,
21Para fazer-te saber a certeza das palavras da verdade, e assim possas responder palavras de verdade aos que te consultarem?
22Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem atropeles na porta o aflito;
23Porque o SENHOR defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam ele lhes tirará a vida.
24Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico,
25Para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.
26Não estejas entre os que se comprometem, e entre os que ficam por fiadores de dívidas,
27Pois se não tens com que pagar, deixarias que te tirassem até a tua cama de debaixo de ti?
28Não removas os antigos limites que teus pais fizeram.
29Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior.
Jo 8
8
1Então respondendo Bildade o suíta, disse:
2Até quando falarás tais coisas, e as palavras da tua boca serão como um vento impetuoso?
3Porventura perverteria Deus o direito? E perverteria o Todo-Poderoso a justiça?
4Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou na mão da sua transgressão.
5Mas, se tu de madrugada buscares a Deus, e ao Todo-Poderoso pedires misericórdia;
6Se fores puro e reto, certamente logo despertará por ti, e restaurará a morada da tua justiça.
7O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, porém o teu último estado crescerá em extremo.
8Pois, eu te peço, pergunta agora às gerações passadas; e prepara-te para a inquirição de seus pais.
9Porque nós somos de ontem, e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra.
10Porventura não te ensinarão eles, e não te falarão, e do seu coração não tirarão palavras?
11Porventura cresce o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?
12Estando ainda no seu verdor, ainda que não cortada, todavia antes de qualquer outra erva se seca.
13Assim são as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do hipócrita perecerá.
14Cuja esperança fica frustrada; e a sua confiança será como a teia de aranha.
15Encostar-se-á à sua casa, mas ela não subsistirá; apegar-se-á a ela, mas não ficará em pé.
16Ele é viçoso perante o sol, e os seus renovos saem sobre o seu jardim;
17As suas raízes se entrelaçam, junto à fonte; para o pedregal atenta.
18Se Deus o consumir do seu lugar, negá-lo-á este, dizendo: Nunca te vi!
19Eis que este é a alegria do seu caminho, e outros brotarão do pó.
20Eis que Deus não rejeitará ao reto; nem toma pela mão aos malfeitores;
21Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios de júbilo.
22Os que te odeiam se vestirão de confusão, e a tenda dos ímpios não existirá mais.