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Plano · Dia 297
Plano de Leitura Bíblica Anual (365 dias)
At 19-20, Jó 15
At 19-20
19
1E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos,
2Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.
3Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João.
4Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo.
5E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.
6E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.
7E estes eram, ao todo, uns doze homens.
8E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus.
9Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano.
10E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos.
11E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.
12De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.
13E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega.
14E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes.
15Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?
16E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa.
17E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.
18E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos.
19Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.
20Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.
21E, cumpridas estas coisas, Paulo propôs, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma.
22E, enviando à Macedônia dois daqueles que o serviam, Timóteo e Erasto, ficou ele por algum tempo na Ásia.
23E, naquele mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.
24Porque um certo ourives da prata, por nome Demétrio, que fazia de prata nichos de Diana, dava não pouco lucro aos artífices,
25Aos quais, havendo-os ajuntado com os oficiais de obras semelhantes, disse: Senhores, vós bem sabeis que deste ofício temos a nossa prosperidade;
26E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos.
27E não somente há o perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também de que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram.
28E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos efésios.
29E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem.
30E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos.
31E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro.
32Uns, pois, clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais deles não sabiam por que causa se tinham ajuntado.
33Então tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para diante; e Alexandre, acenando com a mão, queria dar razão disto ao povo.
34Mas quando conheceram que era judeu, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios.
35Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter?
36Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;
37Porque estes homens que aqui trouxestes nem são sacrílegos nem blasfemam da vossa deusa.
38Mas, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma coisa contra alguém, há audiências e há procônsules; que se acusem uns aos outros;
39E, se alguma outra coisa demandais, averiguar-se-á em legítima assembléia.
40Na verdade até corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo causa alguma com que possamos justificar este concurso.
41E, tendo dito isto, despediu a assembléia.
20
1E, depois que cessou o alvoroço, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para a macedônia.
2E, havendo andado por aquelas terras, exortando-os com muitas palavras, veio à Grécia.
3E, passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela macedônia.
4E acompanhou-o, até à Ásia, Sópater, de Beréia, e, dos de Tessalônica, Aristarco, e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo, e, dos da Ásia, Tíquico e Trófimo.
5Estes, indo adiante, nos esperaram em Trôade.
6E, depois dos dias dos pães ázimos, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias.
7E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.
8E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos.
9E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto.
10Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.
11E subindo, e partindo o pão, e comendo, ainda lhes falou largamente até à alvorada; e assim partiu.
12E levaram vivo o jovem, e ficaram não pouco consolados.
13Nós, porém, subindo ao navio, navegamos até Assós, onde devíamos receber a Paulo, porque assim o ordenara, indo ele por terra.
14E, logo que se ajuntou conosco em Assós, o recebemos, e fomos a Mitilene.
15E, navegando dali, chegamos no dia seguinte defronte de Quios, e no outro aportamos a Samos e, ficando em Trogílio, chegamos no dia seguinte a Mileto.
16Porque já Paulo tinha determinado passar ao largo de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes.
17E de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja.
18E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,
19Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;
20Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas,
21Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
22E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,
23Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.
24Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.
25E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.
26Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.
27Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
28Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.
29Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;
30E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
31Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.
32Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.
33De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário.
34Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.
35Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
36E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles.
37E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam,
38Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até o navio.
Jó 15
15
1Então respondeu Elifaz o temanita, e disse:
2Porventura proferirá o sábio vã sabedoria? E encherá do vento oriental o seu ventre,
3Argüindo com palavras que de nada servem, e com razões, de que nada aproveita?
4E tu tens feito vão o temor, e diminuis os rogos diante de Deus.
5Porque a tua boca declara a tua iniqüidade; e tu escolhes a língua dos astutos.
6A tua boca te condena, e não eu, e os teus lábios testificam contra ti.
7És tu porventura o primeiro homem que nasceu? Ou foste formado antes dos outeiros?
8Ou ouviste o secreto conselho de Deus e a ti só limitaste a sabedoria?
9Que sabes tu, que nós não saibamos? Que entendes, que não haja em nós?
10Também há entre nós encanecidos e idosos, muito mais idosos do que teu pai.
11Porventura fazes pouco caso das consolações de Deus, e da suave palavra que te dirigimos?
12Por que te arrebata o teu coração, e por que piscam os teus olhos?
13Para virares contra Deus o teu espírito, e deixares sair tais palavras da tua boca?
14Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo?
15Eis que ele não confia nos seus santos, e nem os céus são puros aos seus olhos.
16Quanto mais abominável e corrupto é o homem que bebe a iniqüidade como a água?
17Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei
18(O que os sábios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o não ocultaram;
19Aos quais somente se dera a terra, e nenhum estranho passou por entre eles):
20Todos os dias o ímpio é atormentado, e se reserva, para o tirano, um certo número de anos.
21O sonido dos horrores está nos seus ouvidos; até na paz lhe sobrevém o assolador.
22Não crê que tornará das trevas, mas que o espera a espada.
23Anda vagueando por pão, dizendo: Onde está? Bem sabe que já o dia das trevas lhe está preparado, à mão.
24Assombram-no a angústia e a tribulação; prevalecem contra ele, como o rei preparado para a peleja;
25Porque estendeu a sua mão contra Deus, e contra o Todo-Poderoso se embraveceu.
26Arremete contra ele com a dura cerviz, e contra os pontos grossos dos seus escudos.
27Porquanto cobriu o seu rosto com a sua gordura, e criou gordura nas ilhargas.
28E habitou em cidades assoladas, em casas em que ninguém morava, que estavam a ponto de fazer-se montões de ruínas.
29Não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda, nem se estenderão pela terra as suas possessões.
30Não escapará das trevas; a chama do fogo secará os seus renovos, e ao sopro da sua boca desaparecerá.
31Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.
32Antes do seu dia ela se consumará; e o seu ramo não reverdecerá.
33Sacudirá as suas uvas verdes, como as da vide, e deixará cair a sua flor como a oliveira,
34Porque a congregação dos hipócritas se fará estéril, e o fogo consumirá as tendas do suborno.
35Concebem a malícia, e dão à luz a iniqüidade, e o seu ventre prepara enganos.