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Versículo do dia

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”

Romanos 12:1 · Almeida Corrigida Fiel

Manhã

“Eu te louvarei, SENHOR.”

O louvor deve sempre seguir a oração respondida, assim como a névoa da gratidão da terra sobe quando o sol do amor do céu aquece o solo. O Senhor foi bondoso com você e inclinou os ouvidos à voz da sua súplica? Então louve-o enquanto viver. Deixe o fruto maduro cair sobre o solo fértil de onde tirou a sua vida. Não negue um cântico àquele que respondeu à sua oração e lhe concedeu o desejo do seu coração. Calar diante das misericórdias de Deus é incorrer na culpa da ingratidão; é agir tão vilmente quanto os nove leprosos que, depois de curados da lepra, não voltaram para dar graças ao Senhor que os curou. Esquecer de louvar a Deus é recusar o próprio bem, pois o louvor, como a oração, é um grande meio de promover o crescimento da vida espiritual. Ajuda a remover os nossos fardos, a despertar a nossa esperança, a aumentar a nossa fé. É um exercício saudável e revigorante, que acelera o pulso do crente e lhe dá ânimo para novos empreendimentos no serviço do seu Mestre. Bendizer a Deus pelas misericórdias recebidas é também o caminho para fazer bem aos nossos semelhantes: “os mansos o ouvirão e se alegrarão”. Outros, que passaram por circunstâncias parecidas, se consolarão se pudermos dizer: “Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome. Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu”. Corações fracos serão fortalecidos, e santos abatidos serão reanimados ao ouvirem os nossos “cânticos de livramento”. As suas dúvidas e temores serão repreendidos quando ensinarmos e admoestarmos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais. Também eles “cantarão os caminhos do SENHOR” quando nos ouvirem engrandecer o seu santo nome. O louvor é o mais celestial dos deveres cristãos. Os anjos não oram, mas não cessam de louvar, de dia e de noite; e os remidos, vestidos de vestes brancas, com palmas nas mãos, nunca se cansam de cantar o cântico novo: “Digno é o Cordeiro”.

Noite

“Ó tu, que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos para ouvir a tua voz; faze-me, pois, também ouvi-la.”

Meu doce Senhor Jesus se lembra bem do jardim do Getsêmani e, embora tenha deixado aquele jardim, habita agora no jardim da sua igreja: ali ele abre o coração aos que guardam a sua bendita companhia. Aquela voz de amor com que ele fala à sua amada é mais musical que as harpas do céu. Há nela uma profundidade de amor melodioso que deixa para trás toda música humana. Dezenas de milhares na terra e milhões lá no alto desfrutam dos seus acentos harmoniosos. Alguns que conheço bem, e a quem muito invejo, estão neste momento ouvindo a voz amada. Ah, se eu participasse da alegria deles! É verdade que alguns são pobres, outros estão acamados, e alguns estão perto das portas da morte; mas, ó meu Senhor, eu de bom grado passaria fome com eles, definharia com eles ou morreria com eles, se ao menos pudesse ouvir a tua voz. Antes eu a ouvia com frequência, mas entristeci o teu Espírito. Volta para mim com compaixão e dize-me outra vez: “Eu sou a tua salvação”. Nenhuma outra voz pode me satisfazer; conheço a tua voz e não posso ser enganado por outra; deixa-me ouvi-la, eu te peço. Não sei o que dirás, nem ponho condição alguma, ó meu Amado; deixa-me apenas ouvir-te falar, e, se for uma repreensão, eu te bendirei por ela. Talvez, para limpar o meu ouvido embotado, seja preciso uma operação muito dolorosa para a carne; mas, custe o que custar, não me desvio deste único desejo que me consome: faze-me ouvir a tua voz. Fura de novo a minha orelha; traspassa o meu ouvido com as tuas notas mais duras; só não permitas que eu continue surdo aos teus chamados. Esta noite, Senhor, concede a este teu servo indigno o seu desejo, pois sou teu, e tu me compraste com o teu sangue. Abriste os meus olhos para te ver, e essa visão me salvou. Senhor, abre os meus ouvidos. Já li o teu coração; agora deixa-me ouvir os teus lábios.

Todos os dias

outubro

29 30 31

novembro

As leituras da manhã e da noite são de “Manhã e Noite” (Morning and Evening, 1865), de Charles H. Spurgeon, em domínio público, na tradução do Bíblia.teo.br. A tradução está sendo feita aos poucos, mês a mês.